
DIREITO E DEVERES DOS ALUNOS
Deveres do Aluno:
• Cumprir as determinações dos professores e funcionários;
• Ser pontual;
• Participar de todas as atividades programadas: (gincanas, jogos, teatros, festivais, exposições....);
• Cooperar com a limpeza e higiene do estabelecimento escolar;
• Assistir as aulas vestido adequadamente (de forma apresentável, com higiene pessoal);
• Ter bom relacionamento com colegas, professores e funcionários;
• Cuidar do material escolar: (livros didáticos, livros da biblioteca, cartazes expostos...)
• Entrar na sala de aula antes do professor;
• Entregar documentos exigidos pela escola, dentro do prazo estipulado (carteira de identidade, transferência...)
• Fazer avaliação que perdeu (por justa causa);
• Entregar trabalhos no dia marcado pelo professor;
• Reparar danos materiais;
• Pedir licença antes de falar;
• Saber pedir desculpas;
• Aguardar sua vez de falar;
• Falar com tom de voz adequado;
• Saber perder;
• Ser responsável;
• Ser educado e bom para todos;
• Demonstrar interesse por aprender;
• Fazer os trabalhos com capricho (letra, asseio, nome, série, curso, turma ...);
• Aproveitar as oportunidades de melhorar seu conhecimento;
• Se possível avisar previamente quando vai faltar, justificando-se.
Proibições:
• Sair da Escola durante o horário de aula. (Apenas com autorização dos pais ou responsáveis, mediante aprovação da direção e/ou supervisão);
• Sair da sala durante a troca de professor;
• Apresentar-se sem o uniforme escolar sem uma justificativa convincente;
• Ficar em local não permitido ao aluno;
• Ficar nas portas de outras salas durante o horário de aula;
• Cometer injúrias e calúnias contra colegas, professores e funcionários;
• Praticar atos de violência;
• Dizer palavras ofensivas;
• Fazer ameaças;
• Formar grupos e promover algazarras nos corredores, pátios e mediações da Escola;
• Trazer para a escola materiais estranhos: estilete, gilette, canivete, objetos pontiagudos, explosivos...;
• Fazer trote usando farinha, ovos, tinta, produtos químicos;
• Rasurar ou danificar carteiras, paredes, livros, revistas.

• Pedir orientação a professores, diretores e funcionários;
• Utilizar corretamente as dependências da Escola;
• Saber o seu rendimento escolar por boletim ou edital;
• Manter amizade com professores, colegas e funcionários;
• Ser tratado com dignidade e respeito (justiça e igualdade – sem discriminação);
• Participar das aulas;
• Dialogar e solicitar explicação do professor nas horas de dificuldade;
• Usar corretamente as dependências da Escola (Biblioteca, refeitório, secretaria);
• Ser Avaliado com justiça;
• Ser avaliado continuamente (com avaliações diversificadas)
• Participar das atividades promovidas pela escola (jogos, gincanas, festividades...);
• Contestar e recorrer ao órgão competente quando se julgar injustiçado;
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Dicas para interpretação de textos
Interpretação de textos: eis aí uma habilidade que nos é exigida em toda nossa trajetória como estudantes e, posteriormente, como profissionais. Ela não é um mero conhecimento que se utiliza numa determinada ocasião (uma prova de vestibular, por exemplo) e depois se descarta como inútil. É algo duradouro, progressivo, solidifica-se com o uso, e é imprescindível para que se tenha um bom desempenho na universidade e no exercício da profissão.
É óbvio que toda universidade ou faculdade exige de seus candidatos uma boa leitura. No programa da UFMG, as “habilidades de leitura (compreensão e interpretação de textos)” aparecem com destaque. É exigida também uma capacidade a mais: “estabelecer relações entre cada texto e aspectos históricos, sociais, políticos, econômicos e culturais da época em que ele foi produzido e da atualidade”. A PUC-Minas exige do candidato a habilidade de “refletir sobre diferentes fatos lingüísticos flagrados em textos orais e escritos; a reconhecer e analisar a variação lingüística em suas diferentes dimensões sócio-históricas como um fenômeno inerente ao uso da língua e determinado pelos fatores que definem as condições de produção de um texto, oral ou escrito; a identificar as relações entre as partes do texto, indicativas de sua organização global, e as estratégias lingüísticas que funcionam para a sua organização local”. A UNICAMP avaliará a capacidade do candidato de “reconhecer a natureza dominante de um texto (por exemplo: se se trata de um texto dissertativo, narrativo, poético, técnico, político, religioso, jornalístico, regional, popular etc.)”. O candidato deverá ainda ser capaz de “identificar, nesses textos, as marcas lingüísticas de sua especificidade. Apenas para exemplificar: com relação a um texto dissertativo, você deverá ser capaz de identificar e entender a linha argumentativa do texto (a que conclusão chega, quais os argumentos utilizados, quais as objeções levadas em conta e como são tratadas)”.
Pelo que se percebe dos programas de três das maiores universidades do Brasil, a leitura não deve ser entendida como um mero ato de decifrar símbolos. O binômio emissão-recepção da linguagem impera em toda situação de comunicação, que pressupõe, além disso, um campo comum de experiências entre um autor e um leitor. A leitura não é, portanto, uma atividade de natureza puramente simbólica, porque os signos interagem com os componentes culturais envolvidos num determinado enunciado para que eles possam conduzir à apreensão e à compreensão por parte do leitor. Há, portanto, interação entre o leitor e o autor, através do enunciado, ou seja, o ato de ler não é apenas o de decodificar, mas o de interagir com o texto produzindo sentidos, o que torna o princípio da dialogia o fundamento da leitura.
Sempre que nos deparamos com um texto, estabelecemos com ele algum tipo de diálogo. Antes mesmo de saber seu conteúdo, nós já temos algumas pistas sobre o que encontraremos nele. Ao manusear um livro, por exemplo, adquirimos muitas informações sobre seu conteúdo antes de iniciar a leitura; ao recebermos uma correspondência, temos algo de seu conteúdo “pré-denunciado” ao manusear o envelope, por seu formato, pelo tipo de letra, pelo remetente, pelo local de onde vem... O tipo de texto com o qual nos defrontamos também é denunciado em nosso primeiro contato com ele: uma entrevista, uma reportagem jornalística, uma crônica de futebol, um romance, um poema, uma propaganda, um e-mail etc.
Esse diálogo continua durante todo o tempo em que temos contato com a escrita, ampliando nossa leitura, até o ponto em que o interpretar supera em muito o mero compreender e reproduzir as idéias do texto lido, levando-nos a assumir uma atitude de posicionamento diante da escrita.
Considerada a complexidade da leitura, e o sem-número de elementos que interferem em sua realização, não se pode estabelecer uma lista fechada de itens que funcionem como um “programa” de leitura eficaz, mas é possível lembrar alguns procedimentos que podem ajudá-lo a se comportar criticamente diante da escrita:
• procure identificar que tipo de texto você está lendo;
• verifique a ocorrência de variação lingüística e analise-a;
• julgue a adequação do texto à situação em que ele foi empregado;
• identifique as relações entre as partes do texto, que denunciam sua estrutura;
• identifique as estratégias lingüísticas utilizadas pelo autor;
• relacione o texto à cultura da época em que ele foi produzido, comparando-a com a da atualidade;
• identifique termos cujo aparecimento freqüente denuncia um determinado enfoque ao assunto;
• identifique expressões que o remetem a outro texto;
• localize trechos que refletem a opinião do autor;
• identifique traços que permitem relacionar o autor a certos grupos sociais e profissionais ou a correntes ideológicas conhecidas;
• procure evidências que permitem extrair conclusões não explicitadas no texto;
• relacione textos apresentados, confrontando suas características e propriedades.
• posicione-se diante do texto lido, dando sua própria opinião.
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PRODUÇÃO DE TEXTO
A redação se constitui em um diferencial importante na classificação, mantendo a expectativa dos candidatos até a divulgação do resultado. O problema é que a maioria dos alunos não tem o hábito de escrever. No colégio só faziam redações quando valia nota. Se for bem na redação estará no céu da aprovação. Do contrário, as chamas do inferno da reprovação o aguardam. Por isso veja abaixo nossas dicas para você não fazer feio nos exames vestibulares...
Antes de começar
Quem quer escrever bem precisa de, obrigatoriamente, estar bem informado. Quando colocamos no papel as nossas ideias, devemos imaginar que temos muitos desafios. Mas, antes de iniciar os comentários que continuarão a ser feitos por todo o ano, lembre-se: estar informado é uma das normas mais importantes para quem quer escrever bem.
Desenvolvendo um tema
Os passos
1) interrogar o tema
2) responder, com a opinião
3) apresentar argumento básico
4) apresentar argumentos auxiliares
5) apresentar fato- exemplo
6) concluir
Como fazer nossas dissertações? Como expor com clareza nosso ponto de vista? Como argumentar coerente e validamente? Como organizar a estrutura lógica de nosso texto, com introdução, desenvolvimento e conclusão? Vamos supor que o tema proposta seja Nenhum homem é uma ilha. Primeiro, precisamos entender o tema. Ilha, naturalmente, está em sentido figurado, significando solidão, isolamento.
Vamos sugerir alguns passos para a elaboração do rascunho de sua redação. 1. Transforme o tema em uma pergunta: nenhum homem é uma ilha? 2. Procure responder essa pergunta, de um modo simples e claro, concordando ou discordando (ou, ainda, concordando em parte e discordando em parte): essa resposta é o seu ponto de vista. 3. Pergunte a você mesmo, o porquê de sua resposta, uma causa, um motivo, uma razão para justificar sua posição: aí estará o seu argumento principal. 4. Agora, procure descobrir outros motivos que ajudem a defender o seu ponto de vista, a fundamentar sua posição. Estes serão argumentos auxiliares. 5.Em seguida, procure algum fato que sirva de exemplo para reforçar a sua posição. Este fato-exemplo pode vir de sua memória visual, das coisas que você ouviu, do que você leu. Pode ser um fato da vida política, econômica, social. Pode ser um fato histórico. Ele precisa ser bastante expressivo e coerente com o seu ponto de vista. O fato-exemplo, geralmente, dá força e clareza à nossa argumentação. Esclarece a nossa opinião, fortalece os nossos argumentos. Além disso, pessoaliza o nosso texto, diferencia o nosso texto: como ele nasce da experiência de vida, ele dá uma marca pessoal à dissertação. 6. A partir desses elementos, procure juntá-los num texto, que é o rascunho de sua redação. Por enquanto, você pode agrupá-los na seqüência que foi sugerida.
Proposta de redação
A TV brasileira completa 50 anos. No início, houve quem considerasse o televisor mais um eletrodoméstico na casa. Hoje, sabe-se que ele não é só isso, a televisão é um modo de vida. Redija um texto dissertativo, em prosa, com 30 linhas, analisando se a TV brasileira FORMA, INFORMA ou DEFORMA. Use o esquema acima.
Coesão Textual
A coesão colabora com a coerência, porque os conectivos ajudam a dar o sentido à união de duas ou mais idéias: alternância, conclusão, oposição, concessão, adição, explicação, causa, conseqüência, temporalidade, finalidade, comparação, conformidade, condição. As idéias numa dissertação precisam se completar, a geral se apóia na particular, a particular sustenta a geral. Na narração, se uma personagem for negra no começo, será assim até o fim, só Michel Jackson trocou de cor. A menos que a mudança da coloração seja significativa.
Veja um exemplo de incoerência na dissertação: “O verdadeiro amigo não comenta sobre o próprio sucesso quando o outro está deprimido. Para distraí-lo, conta-lhe sobre seu prestígio profissional, conquistas amorosas e capacidade de sair-se bem das situações. Isso, com certeza, vai melhorar o estado de espírito do infeliz”.
Exemplo de incoerência em narração: “O quarto espelha as características de seu dono: um esportista, que adorava a vida ao ar livre e não tinha o menor gosto pelas atividades intelectuais.
Por toda a parte, havia sinais disso: raquetes de tênis, prancha de surf, equipamento de alpinismo, skate, um tabuleiro de xadrez com as peças arrumadas
DICAS IMPORTANTES
• Leia atentamente o que está sendo solicitado. Atualmente, as propostas se aproximam da realidade dos candidatos, constituindo-se roteiros confiáveis para a organização de idéias • Crie mentalmente um interlocutor. Procure convencer um ouvinte específico do seu ponto de vista • Planeje o texto sem utilizar fórmulas prontas. O fio condutor deve ser seu pensamento • Evite marcas de língua falada. Escrita e fala são modalidades diferentes do idioma. Evite gírias e termos excessivamente coloquiais • Confie em seu vocabulário. Todos guardamos palavras sem uso que podem transmitir com clareza o nosso pensamento. Procure encontrá-las
• Seja natural. Evite o uso de palavras de efeito apenas para impressionar a banca • Acredite em seus pontos de vista e defenda-os com convicção. Eles são seu maior trunfo.
ALGUNS EXERCÍCIOS
Um dos mais importantes elementos estruturais de uma dissertação é a coerência, isto é, a ligação lógica entre as frases. Isto quer dizer que você não pode elaborar proposições "soltas", desconexas. Cada frase deve ser redigida dentro de um contexto harmônico e logicamente organizado. Os exercícios que se seguem visam aprimorar a maneira de escrever de modo que cada frase esteja ligada à anterior e à posterior.
Complete os espaços em branco:
* PERÍODO I: "O colapso da União Soviética, no início da década de 90, foi interpretado como o fim do socialismo. Entretanto, .......... Assim, ao contrário das opiniões dos defensores do capitalismo, a História ainda não acabou e futuro ainda é uma incógnita".
* PERÍODO II: "A medicina alopática cura com eficiência, mas, por vezes, provoca danos ao organismo. Um exemplo disso é o uso de radioterapia no tratamento do câncer, que, ao destruir as células malignas, também elimina muitas das saudáveis. Desta maneira, a homeopatia ..........A medicina, por conseguinte, vive um impasse: a cura rápida e, muitas vezes, maléfica para a integridade do organismo; ou, soluções farmacêuticas mais lentas e, talvez, mais naturais".
* ATENÇÃO:a alopatia é o método de se tratar enfermidades por meio do conhecimento de suas causas e do uso de drogas químicas ou técnicas cirúrgicas de efeito rápido.
1- Escreva um texto simples e com idéias claras
Procure desenvolver seus argumentos de uma maneira clara e coesa. Não é necessário nem recomendável que se dê mostras de erudição. Os avaliadores dos vestibulares apenas querem ver se você sabe argumentar. Suas idéias devem ser expostas de uma forma clara para que o avaliador entenda o que está escrito.
2- Faça um texto coerente
Os argumentos do seu texto devem obedecer a uma linha de raciocínio lógica. Desenvolva um determinado assunto até o fim e somente depois inicie outro. Caso contrário, o texto vai ficar confuso e difícil de ser compreendido.
3- Não fuja do tema proposto
Atenha-se ao que foi pedido no enunciado da redação. Por mais bem escrito que seu texto for, se ele fugir do tema, a nota será zero.
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DICAS DE REDAÇÃO
SUGESTÃO DE PRODUÇÃO DE TEXTO COM BASE EM ESQUEMAS
ESQUEMA BÁSICO DA DISSERTAÇÃO
EXEMPLO:
TEMA: Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a todos.
POR QUÊ?
*arg. 1: Existem populações imersas em completa miséria.
*arg. 2: A paz é interrompida frequentemente por conflitos internacionais.
*arg. 3: O meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico.
Texto definitivo
Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver os graves problemas que preocupam a todos, pois existem populações imersas em completa miséria, a paz é interrompida frequentemente por conflitos internacionais e, além do mais, o meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico.
Embora o planeta disponha de riquezas incalculáveis - estas, mal distribuídas, quer entre Estados, quer entre indivíduos - encontramos legiões de famintos em pontos específicos da Terra. Nos países do Terceiro Mundo, sobretudo em certas regiões da África, vemos com tristeza, a falência da solidariedade humana e da colaboração entre as nações.
Além disso, nesta últimas décadas, temos assistido, com certa preocupação, aos conflitos internacionais que se sucedem. Muitos trazem na memória a triste lembrança das guerras do Vietnã e da Coréia, as quais provocaram grande extermínio. Em nossos dias, testemunhamos conflitos na antiga Iugoslávia, em alguns membros da Comunidade dos Estados Independentes, sem falar da Guerra do Golfo, que tanta apreensão nos causou.
Outra preocupação constante é o desequilíbrio ecológico, provocado pela ambição desmedida de alguns, que promovem desmatamentos desordenados e poluem as águas dos rios. Tais atitudes contribuem para que o meio ambiente, em virtude de tantas agressões, acabe por se transformar em local inabitável.
Em virtude dos fatos mencionados, somos levados a acreditar que o homem está muito longe de solucionar os graves problemas que afligem diretamente uma grande parcela da humanidade e indiretamente a qualquer pessoa consciente e solidária. É desejo de todos nós que algo seja feito no sentido de conter essas forças ameaçadoras, para podermos suportar as adversidades e construir um mundo que, por ser justo e pacífico, será mais facilmente habitado pelas gerações vindouras.
Se vocês seguirem a orientação dada pelo esquema, desde o 1º parágrafo, verão que não há como se perder na redação, nem fazer a introdução maior que o desenvolvimento, já que a introdução apresenta, de forma embrionária, o que será desenvolvido no corpo do texto. E lembre-se de que a conclusão sempre retoma a ideia apresentada na introdução, reafirmando-a, apresentando propostas, soluções para o caso apresentado. Com essa noção clara, de estrutura de texto, também é possível melhorar o seu desempenho nas provas de compreensão e interpretação de textos.
ESTRUTURA TEXTUAL DISSERTATIVA
1. Bases Conceituais
PARTE I - O conteúdo da redação
a) Apresentação Textual
Legibilidade e erro: escreva sempre com letra legível. Prefira a letra cursiva. A letra de imprensa poderá ser usada desde que se distinga bem as iniciais maiúsculas e minúsculas. No caso de erro, risque com um traço simples, o trecho ou o sinal gráfico e escreva o respectivo substituto.
Atenção: não use parênteses para esse fim.
- Respeito às margens e indicação dos parágrafos;
Para dar início aos parágrafos, o espaço de mais ou menos dois centímetros é suficiente. Observe as margens esquerda e direita na folha para o texto definitivo. Não crie outras. Não deixe "buracos" no texto. Na translineação, obedeça às regras de divisão silábica.
- Limite máximo de linhas;
Além de escrever seu texto em local devido (folha definitiva), respeite o limite máximo de linhas destinadas a cada parte da prova, conforme orientação da banca. As linhas que ultrapassarem o limite máximo serão desconsideradas ou qualquer texto que ultrapassar a extensão máxima será totalmente desconsiderado.
-Eliminação do candidato;
Seu texto poderá ser desconsiderado nas seguintes situações:
- ultrapassagem do limite máximo de linhas.
- ausência de texto: quando o candidato não faz seu texto na FOLHA PARA O TEXTO DEFINITIVO.
- fuga total ao tema: analise cuidadosamente a proposta apresentada. Estruture seu texto em conformidade com as orientações explicitadas no caderno da prova discursiva.
- registros indevidos: anotações do tipo "fim" , "the end", "O senhor é meu pastor, nada me faltará" ou recados ao examinador, rubricas e desenhos.
b) Estrutura Textual Dissertativa
Não dê título ao texto, começa na linha 1 da folha definitiva o seu parágrafo de introdução.
Estrutura clássica do texto dissertativo
b.1) Introdução adequada ao tema / posicionamento
Apresenta a ideia que vai ser discutida, a tese a ser defendida. Cabe à introdução situar o leitor a respeito da postura ideológica de quem o redige acerca de determinado assunto. Deve conter a tese e as generalidades que serão aprofundadas ao longo do desenvolvimento do texto. O importante é que a sua introdução seja completa e esteja em consonância com os critérios de paragrafação. Não misture ideias.
b.2) Desenvolvimento
Apresenta cada um dos argumentos ordenadamente, analisando detidamente as ideias e exemplificando de maneira rica e suficiente o pensamento. Nele, organizamos o pensamento em favor da tese. Cada parágrafo (e o texto) pode ser organizado de diferentes maneiras:
- Estabelecimento das relações de causa e efeito: motivos, razões, fundamentos, alicerces, os porquês/ consequências, efeitos, repercussões, reflexos;
- Estabelecimento de comparações e contrastes: diferenças e semelhanças entre elementos - de um lado, de outro lado,em contraste, ao contrário;
- Enumerações e exemplificações: indicação de fatores, funções ou elementos que esclarecem ou reforçam uma afirmação.
b.3) Fechamento do texto de forma coerente
Retoma ou reafirma todas as ideias apresentadas e discutidas no desenvolvimento, tomando uma posição acerca do problema, da tese. É também um momento de expansão, desde que se mantenha uma conexão lógica entre as ideias.
c) Desenvolvimento do Tema
c.1) Estabelecimento de conexões lógicas entre os argumentos.
Apresentação dos argumentos de forma ordenada, com análise detida das ideias e exemplificação de maneira rica e suficiente do pensamento. Para garantir as devidas conexões entre períodos, parágrafos e argumentos, empregar os elementos responsáveis pela coerência e unicidade, tais como operadores de sequenciação, conectores, pronomes. Procurar garantir a unidade temática.
c.2) Objetividade de argumentação frente ao tema / posicionamento
O texto precisa ser articulado com base nas informações essenciais que desenvolverão o tema proposto. Dispensar as ideias excessivas e periféricas. Planejar previamente a redação definindo antecipadamente o que deve ser feito. Recorrer ao banco de ideias é um passo importante. Listar as ideias que lhe vier à cabeça sobre o tema.. Estabelecer a tese que será defendida. Selecionar cuidadosamente entre as ideias listadas, aquelas que delimitarão o tema e defenderão o seu posicionamento.
c.3) Estabelecimento de uma progressividade textual em relação à sequência lógica do pensamento.
O texto deve apresentar coerência sequencial satisfatória. Quando se proceder à seleção dos argumentos no banco de ideias, deve-se classificá-los segundo a força para convencer o leitor, partindo dos menos fortes parta os mais fortes.
Caríssimos, é possível (e bem mais tranquilo) desenvolver um texto dissertativo a partir da elaboração de esquemas. Por mais simples que lhes pareça, a redação elaborada a partir de esquema permite-lhes desenvolver o texto com sequência lógica, de acordo com os critérios exigidos no comando da questão (número de linhas, por exemplo), atendendo aos aspectos mencionados no espelho de avaliação. A professora Branca Granatic oferece-nos a seguinte sugestão de esquema.
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Assim, o texto dissertativo pertence ao grupo dos textos expositivos, juntamente com o texto de apresentação científica, o relatório, o texto didático, o artigo enciclopédico. Em princípio, o texto dissertativo não está preocupado com a persuasão e sim, com a transmissão de conhecimento, sendo, portanto, um texto informativo.
Os textos argumentativos, ao contrário, têm por finalidade principal persuadir o leitor sobre o ponto de vista do autor a respeito do assunto. Quando o texto, além de explicar, também persuade o interlocutor e modifica seu comportamento, temos um texto dissertativo-argumentativo.
O texto dissertativo argumentativo tem uma estrutura convencional, formada por três partes essenciais.
Introdução
Que apresenta o assunto e o posicionamento do autor. Ao se posicionar, o autor formula uma tese ou a ideia principal do texto.
Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades complementares diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de aula e aos seus assuntos pretensamente "sérios" , o teatro se configura como um espaço de lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro, ainda na Grécia antiga, veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina.(tese)
Desenvolvimento
Formado pelos parágrafos que fundamentam a tese. Normalmente, em cada parágrafo, é apresentado e desenvolvido um argumento. Cada um deles pode estabelecer relações de causa e efeito ou comparações entre situações, épocas e lugares diferentes, pode também se apoiar em depoimentos ou citações de pessoas especializadas no assunto abordado, em dados estatísticos, pesquisas, alusões históricas.
O teatro grego apresentava uma função eminentemente pedagógica. Com sua tragédias, Sófocles e Eurípides não visavam apenas à diversão da plateia mas também, e sobretudo, pôr em discussão certos temas que dividiam a opinião pública naquele momento de transformação da sociedade grega. Poderia um filho desposar a própria mãe, depois de ter assassinado o pai de forma involuntária (tema de Édipo Rei)? Poderia uma mãe assassinar os filhos e depois matar-se por causa de um relacionamento amoroso (tema de Medeia e ainda atual, como comprova o caso da cruel mãe americana que, há alguns anos, jogou os filhos no lago para poder namorar livremente)?
Naquela sociedade, que vivia a transição dos valores místicos, baseados na tradição religiosa, para os valores da polis, isto é, aqueles resultantes da formação do Estado e suas leis, o teatro cumpria um papel político e pedagógico, à medida que punha em xeque e em choque essas duas ordens de valores e apontava novos caminhos para a civilização grega. "Ir ao teatro", para os gregos, não era apenas uma diversão, mas uma forma de refletir sobre o destino da própria comunidade em que se vivia, bem como sobre valores coletivos e individuais.
Deixando de lado as diferenças obviamente existentes em torno dos gêneros teatrais (tragédia, comédia, drama), em que o teatro grego, quanto a suas intenções, diferia do teatro moderno? Para Bertold Brecht, por exemplo, um dos mais significativos dramaturgos modernos, a função do teatro era, antes de tudo, divertir. Apesar disso, suas peças tiveram um papel essencial pedagógico voltadas para a conscientização de trabalhadores e para a resistência política na Alemanha nazista dos anos 30 do século XX.
O teatro, ao representar situações de nossa própria vida - sejam elas engraçadas, trágicas, políticas, sentimentais, etc. - põe o homem a nu, diante de si mesmo e de seu destino. Talvez na instantaneidade e na fugacidade do teatro resida todo o encanto e sua magia: a cada representação, a vida humana é recontada e exaltada. O teatro ensina, o teatro é escola. É uma forma de vida de ficção que ilumina com seus holofotes a vida real, muito além dos palcos e dos camarins.
Conclusão
Que geralmente retoma a tese, sintetizando as ideias gerais do texto ou propondo soluções para o problema discutido. Mais raramente, a conclusão pode vir na forma de interrogação ou representada por um elemento-surpresa. No caso da interrogação, ela é meramente retórica e deve já ter sido respondida pelo texto. O elemento surpresa consiste quase sempre em uma citação científica, filosófica ou literária, em uma formulação irônica ou em uma ideia reveladora que surpreenda o leitor e, ao mesmo tempo, dê novos significados ao texto.
Que o teatro seja uma forma alternativa de ensino e aprendizagem, é inegável. A escola sempre teve muito a aprender com o teatro, assim como este, de certa forma, e em linguagem própria, complementa o trabalho de gerações de educadores, preocupados com a formação plena do ser humano. (conclusão)
Quisera as aulas também pudessem ter o encanto do teatro: a riqueza dos cenários, o cuidado com os figurinos, o envolvimento da música, o brilho da iluminação, a perfeição do texto e a vibração do público. Vamos ao teatro! (elemento-supresa)
(Teatro e escola: o papel do educador: Ciley Cleto, professora de Português).
Atenção: a linguagem do texto dissertativo-argumentativo costuma ser impessoal, objetiva e denotativa. Mais raramente, entretanto, há a combinação da objetividade com recursos poéticos, como metáforas e alegorias. Predominam formas verbais no presente do indicativo e emprega-se o padrão culto e formal da língua.
O Parágrafo
Além da estrutura global do texto dissertativo-argumentativo, é importante conhecer a estrutura de uma de suas unidades básicas: o parágrafo.
Parágrafo é uma unidade de texto organizada em torno de uma ideia-núcleo, que é desenvolvida por ideias secundárias. O parágrafo pode ser formado por uma ou mais frases, sendo seu tamanho variável. No texto dissertativo-argumentativo, os parágrafos devem estar todos relacionados com a tese ou ideia principal do texto, geralmente apresentada na introdução.
Embora existam diferentes formas de organização de parágrafos, os textos dissertativo-argumentativos e alguns gêneros jornalísticos apresentam uma estrutura-padrão. Essa estrutura consiste em três partes: a ideia-núcleo, as ideias secundárias (que desenvolvem a ideia-núcleo), a conclusão. Em parágrafos curtos, é raro haver conclusão.
A seguir, apresentarei um espelho de correção de redação. A faixa de valores dos itens analisados sofre alteração a cada concurso, os aspectos macroestruturais e microestruturais são variáveis na maneira como são expostos. No entanto, os espelhos não fogem ao padrão pré-determinado.
ESPELHO DA AVALIAÇÃO DA PROVA DISCURSIVA - MODELO CESPE/UnB
ASPECTOS MACROESTRUTURAIS FAIXA DE VALORES NOTA OBTIDA
APRESENTAÇÃO TEXTUAL
Legibilidade (0,00 a 2,00)
Respeito às margens e indicação de parágrafos (0,00 a 2,00)
ESTRUTURA TEXTUAL (dissertativa)
Introdução adequada ao tema/posicionamento (0,00 a 4,00)
Desenvolvimento (0,00 a 4,00)
Fechamento do texto de forma coerente (0,00 a 4,00)
DESENVOLVIMENTO DO TEMA
Estabelecimento de conexões lógicas entre os argumentos (0,00 a 4,00)
Objetividade de argumentação frente ao tema/posicionamento (0,00 a 4,00)
Estabelecimento de uma progressividade textual em relação à sequência lógica do pensamento (0,00 a 4,0
Pontuação (0,00 a 4,00)
Construção do período (0,00 a 4,00)
Emprego de conectores (0,00 a 4,00)
Concordância nominal
Concordância verbal (0,00 a 4,00)
Regência nominal
Regência verbal (0,00 a 4,0)
Grafia/acentuação (0,00 a 4,00)
Repetição/omissão vocabular (0,00 a 4,00)



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